TL;DR
Em pesquisa científica é padrão marcar resultados como observação direta vs inferência vs estimativa. No mercado imobiliário brasileiro, ninguém faz isso, todos vendem 'dado' com a mesma cara, independente de qualidade. Explicamos por que mudamos isso.
Quando um geógrafo publica em revista científica, ele é obrigado a declarar: este número é observação direta de campo (X), este é regressão sobre 2+ fatos (Y), este é estimativa com IC 95% (Z), este é hipótese pendente validação (W).
No mercado imobiliário brasileiro, ninguém faz isso. Corretor manda foto de Google Earth e fala 'esse lote vale R$ 12k/m²', sem distinguir se viu transação comparável, se é palpite, se é otimismo de carteira.
Resultado: investidor enterprise compra terreno com base em 'estimativa' apresentada como 'fato'. Quando descobre o que é hipótese, é tarde.
Nossa taxonomia
[FATO], observação direta de fonte oficial verificável (cadastro municipal, ONR, IBGE, imagem do território). Você pode ir lá e confirmar.
[INFERÊNCIA], derivação lógica de 2+ fatos. Ex: vetor de crescimento = posição relativa do lote ao centro da cidade.
[ESTIMATIVA], cálculo com margem declarada. Ex: VGV mediano R$ 250M com intervalo de confiança de 80%.
[HIPÓTESE], precisa validação de campo. Ex: o nome provável de uma zona quando o mapa oficial do PDM não está disponível.
[PENDENTE], não obtido. Não inventamos. Mostramos como gap.
Impacto comercial
Cliente enterprise inteligente PREFERE essa transparência. Em deal de R$ 100M+, ninguém quer descobrir depois que 'fato' era na verdade 'hipótese'. A reputação técnica fica.
Concorrentes (Geofusion, Brain) não usam marcadores. Nenhum portal de listing usa. É moat de credibilidade muito barato, só exige disciplina.