TL;DR
Indexamos 660k matrículas de 26 UFs a partir do registro oficial de imóveis do ONR. A surpresa: SC tem 80% das mats com coordenadas reais, mas BA, GO, PE, PA têm ~0% de georref. O ONR centraliza o registro, mas a georreferenciação em si ainda é irregular fora do Sul/Sudeste.
O dado: 660k mats, mas geocov varia muito
[FATO] Total banco: 809k mats · 26 UFs. Mas georref (lat/lng presente): SC 80% · MG 18% · PR 42% · RS 48% · SP 6% · BA 0% · GO 0% · PE 0%.
[INFERÊNCIA] O ONR integra o cadastro de todos os cartórios, mas a georreferenciação do imóvel em si depende da averbação de georref na matrícula, processo que avança mais rápido em SC (lei estadual mais rigorosa) e mais devagar no Nordeste.
Por que SC é especial
[FATO] SC tem 80.2% de georref em 326k mats. SC foi pioneiro no georreferenciamento obrigatório de imóveis rurais (INCRA norma técnica 2013) e o programa estadual de regularização fundiária acelerou a averbação.
[ESTIMATIVA] A cobertura efetiva para cruzamento espacial é: SC 261k · MG 7.8k · RS 3.7k · PR 6.1k · SP 1.6k = ~280k mats com coordenadas válidas em todo o banco.
O que fazer com BA, GO, PE sem coords
[FATO] Para ETR em BA: cruzamos por município (processo ANM em Jequié → matrículas ONR em Jequié, sem coordenadas). Para due diligence de superfície mais precisa, recorremos ao CAR da Bahia como fonte alternativa.
[HIPÓTESE] O ONR deve completar a georreferenciação para todos os UFs até 2028 (meta CNJ). Quando isso acontecer, o banco de 660k vira automaticamente 660k com coords.